Agalopado

Alceu Valença

Quando eu canto o seu coração se abala
Pois eu sou porta-voz da incoerência
Desprezando seu gesto de clemência
Sei que meu pensamento lhe atrapalha
Cego o sol seu cavalo de batalha
E faço a lua brilhar no meio-dia
Tempestade eu transformo em calmaria
E dou um beijo no fio da navalha
Pra dançar e cair nas suas malhas
Gargalhando e sorrindo de agonia
Se acaso eu chorar não se espante
O meu riso e o meu choro não têm planos
Eu canto a dor, o amor, o desengano
E a tristeza infinita dos amantes
Don Quixote liberto de Cervantes
Descobri que os moinhos são reais
Entre feras, corujas e chacais
Viro pedra no meio do caminho
Viro rosa, vereda de espinhos
Incendeio esses tempos glaciais

Curiosités sur la chanson Agalopado de Alceu Valença

Sur quels albums la chanson “Agalopado” a-t-elle été lancée par Alceu Valença?
Alceu Valença a lancé la chanson sur les albums “O Nordeste Elétrico de Alceu Valença” en 2001 et “Clássicos Anos 70” en 2016.

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